O 3º Encontro com Profissionais aconteceu no sábado 28/08/2010 e foi marcado pela presença do Engenheiro Tiago Mendonça.
Tiago começou com um panorama sobre a Engenharia e suas possibilidades. Fez questão de marcar a diferença entre os cursos técnicos e a graduação. Para Tiago, os cursos técnicos são importantes e eficientes, mas é bom ter em perspectiva que não substituem a graduação. A graduação tem suas especificidades, principalmente, porque possibilita a visão e a tomada de consciência sobre os diversos campos de atuação de um engenheiro, por exemplo, Engenharia Ambiental, Engenharia Biomédica e outros.
Por ter feito graduação em uma federal, UFMG, a participação de Tiago nesses encontros foi ímpar. Ele trouxe aos alunos, em detalhes, o que é mergulhar numa vivência universitária, desde sair da casa dos pais, morar em repúblicas, aprender a se virar sozinho, a experiência de Iniciação Científica relacionada à possibilidade de uma formação mais Acadêmica, intercâmbio de 11 meses na França.
Também marcou a importância de línguas estrangeiras como um diferencial, primeiro, no currículo e no mercado de trabalho, segundo, na vida, por exemplo, na ampliação de universos, relacionamentos, perspectivas.
Tiago fala inglês, alemão, francês e italiano.
Incrível! É difícil organizar e descrever este encontro, pois este mineirinho de 25 anos é um GIGANTE, que percurso, quanta coisa vivida!!! E com tanta humildade e simplicidade, nada veio de "mão beijada", nada foi herdado, apadrinhado, um passo, depois outro, e ele vem escrevendo uma linda história de vida.
Tiago, o Colégio São Francisco de Paula em nome de seus alunos que foram imensamente beneficiados por sua fala hoje, agradece sua participação.
Sobre a experiência de compartilhar seu percurso profissional com os alunos do Ensino Médio, Tiago Mendonça escreveu:
"Me foi realmente muito gratificante ter a oportunidade de poder contribuir para a opinião e preparação dos alunos em relação ao ambiente universitário. As formas de aprendizado, oportunidades e desafios são de fato numerosos, e acredito que lhes ter antecipado alguns desses os fará mais confiantes e conscientes do quão longe eles podem chegar, não só como profissionais, mas também como pessoas. Novamente, agradeço à Prof. Danielle e à toda direção da escola pelo convite. Foi um prazer."
Sobre a experiência de compartilhar seu percurso profissional com os alunos do Ensino Médio, Tiago Mendonça escreveu:
"Me foi realmente muito gratificante ter a oportunidade de poder contribuir para a opinião e preparação dos alunos em relação ao ambiente universitário. As formas de aprendizado, oportunidades e desafios são de fato numerosos, e acredito que lhes ter antecipado alguns desses os fará mais confiantes e conscientes do quão longe eles podem chegar, não só como profissionais, mas também como pessoas. Novamente, agradeço à Prof. Danielle e à toda direção da escola pelo convite. Foi um prazer."
Como é juridicamente muito fácil se separar, a grande novidade dentro do casamento é a obrigação do respeito entre os cônjuges
Até os anos 1960, a sexualidade devia se realizar por meio do casamento, e a mulher que se entregasse a um homem fora dele era dada como perdida. A virgindade era sagrada. Na prática, isso significava sexo vetado para os namorados ou noivos e obrigatório para os cônjuges. Tratava-se de uma dupla condenação. Na vida de solteiro, sexo limitado aos prolegômenos. Na vida de casado, sexo regido pela obrigação. Não existia liberdade, e foi contra isso que a revolução dos anos 1960 se fez. Ela foi condicionada por duas descobertas médicas: a penicilina, que nos liberou do medo da sífilis; e a pílula, que nos liberou do medo da gravidez. O que caracterizou esse movimento foi a sua amplitude. Era uma reivindicação aberta, divulgada com estardalhaço na imprensa, cujo papel foi fundamental.
O movimento libertário, que teve o seu apogeu em maio de 1968, nas ruas de Paris, dividiu as águas em relação ao casamento. De um lado estavam os tradicionalistas; de outro, os ditos "revolucionários", que apostavam na conquista da liberdade e relegavam a união a dois a um plano inferior. Para nós, revolucionários, grupo evidentemente minoritário, o vestido de noiva era um arcaísmo e a meta de se casar e constituir família, secundária. O nosso imaginário era totalmente diferente do imaginário dos nossos pais, que sacralizava a instituição do casamento, favorecendo os amores clandestinos. O que nós queríamos, à diferença deles, era o amor livre, cuja trombeta soprávamos com disposição inigualável.
O sexo primava sobre o amor, e a hipocrisia implícita no modelo anterior do casamento era desqualificada. Questionávamos de várias maneiras a fidelidade e pregávamos com fervor a lealdade. Em outras palavras, apostamos tudo no gozo, sem desconfiar que este poderia nos escravizar.
Na verdade, escapamos à repressão imposta às gerações anteriores, mas nos tornamos vítimas do nosso ideário. O homem era forçado a ter uma atividade sexual intensa, e a mulher, para demonstrar liberdade, precisava dizer sim a todas as propostas masculinas. Insensivelmente, passamos do sexo proibido ao sexo obrigatório.
A aids, nos anos 1980, freou o movimento, impondo-nos o sexo seguro em vez do sexo livre e despreocupado. Com isso, a relação marital e a fidelidade passaram a ser novamente valorizadas. O risco real de mudar de parceiro e contrair o vírus levou à contenção, e o casamento renasceu como uma solução. O seu significado, porém, já era outro, não implicava necessariamente a constituição de uma família. Servia de proteção e pode ser comparado a um refúgio.
A fidelidade é o imperativo dos tempos da aids, e, ainda que seja rara, é o ideal dos amantes. Por isso, nos anos 1980, o amor foi entronizado. Ao contrário do que ocorria antes da revolução sexual, o casamento se tornou indissociável da satisfação amorosa. O divórcio impôs outra mudança, porque o amor se quer eterno, mas o desejo sexual é errático, ele muda de objeto. O amor tem um pavio apagador ou, como escreveu Vinicius de Moraes, não é imortal, posto que é chama.
O sentimento amoroso, em um duplo processo, hoje sustenta e ameaça o casamento, que pode se dissolver com facilidade. O divórcio litigioso tende a ser evitado e a separação não escandaliza mais ninguém. Tornou-se uma prática corriqueira. Tendemos a não dramatizar a separação, considerando que só a felicidade importa e é preciso alcançá-la como for possível. Essa é a tese de Tudo Pode Dar Certo, o mais recente filme de Woody Allen lançado no Brasil. Não dê atenção à opinião dos outros. Faça da sua vida o que for preciso para ser feliz é o que o cineasta bem-humorado nos diz, fazendo troça dos imperativos do puritanismo americano.
Em outras palavras, não se pode mais dizer que o casamento é isso ou aquilo; ele já não é passível de definição. Cada caso é um caso, e as diferenças precisam ser levadas sempre em conta. De verdadeiramente novo, o que existe é a obrigação do respeito entre os cônjuges. Precisamente porque é possível e fácil se separar. Nesse contexto, o problema da separação são os filhos pequenos e adolescentes. Eles precisam fazer o luto do ideal de ser feliz por meio do casamento. Ao mesmo tempo, precisam fazer o luto da presença contínua do pai e da mãe. Queiram ou não, é com os menores que os adultos têm de se preocupar. A evolução dos costumes impõe uma reflexão sobre a dor dos filhos e a melhor maneira de lidar com o sofrimento deles, a maneira mais humana. Casamento, tudo bem. Separação, também, desde que os dois envolvidos sejam responsáveis e não percam de vista o futuro dos próximos.
Betty Milan, psicanalista, é colunista de VEJA e veja.com
Gostei Disso: "Em outras palavras, não se pode mais dizer que o casamento é isso ou aquilo; ele já não é passível de definição. Cada caso é um caso, e as diferenças precisam ser levadas sempre em conta."
Uma professora muito querida e, principalmente, implicada com sua função de Educadora, nos enviou esta mensagem.
Embora o formato e imagens pareçam com aquelas "superficiais, apelativas e sentimentalistas" que circulam por aí na internet, esta tem conteúdo solidificado. Traz uma visão consistente sobre a Educação e a função do professor.
Da mesma forma que chegou até mim e me senti presenteada, ofereço a todos vocês que me acompanham; colegas também professores, profissionais em geral que também trabalham com Educação, alunos e pais de alunos.
Uma professora muito querida e, principalmente, implicada com sua função de Educadora, nos enviou esta mensagem.
Embora o formato e imagens pareçam com aquelas "superficiais, apelativas e sentimentalistas" que circulam por aí na internet, esta tem conteúdo solidificado.Traz uma visão consistente sobre a Educação e a função do professor.
Da mesma forma que chegou até mim e me senti presenteada, ofereço a todos vocês que me acompanham; colegas também professores, profissionais em geral que também trabalham com Educação, alunos e pais de alunos.
A luta está difícil, mas não posso desistir Depois da tempestade, flores voltam a surgir Mas quando a tempestade demora a passar A vida até parece fora do lugar Não perca a fé em Deus, fé em Deus Que tudo irá se acertar
Pois o sol de um novo dia vai brilhar E essa luz vai refletir na nossa estrada Clareando de uma vez a caminhada Que nos levará direto ao apogeu Tenha fé, nunca perca a fé em Deus
Pra quem acha que a vida não tem esperança Fé em Deus Pra quem estende a mão e ajuda a criança Fé em Deus Pra quem acha que o mundo acabou Pra quem não encontrou um amor Tenha fé, vá na fé Nunca perca a fé em Deus
Pra quem sempre sofreu e hoje em dia é feliz Fé em Deus Pra quem não alcançou tudo que sempre quis Fé em Deus Pra quem ama, respeita e crê E pra aquele que paga pra ver Tenha fé, vá na fé Nunca perca a fé em Deus
Aquilo que não mata só nos faz fortalecer Vivendo aprendi que é só fazer por merecer Que passo a passo um dia a gente chega lá Pois não existe mal que não possa acabar Não perca a fé em Deus, fé em Deus Que tudo irá se acertar
Pois o sol de um novo dia vai brilhar E essa luz vai refletir na nossa estrada Clareando de uma vez a caminhada Que nos levará direto ao apogeu Tenha fé, nunca perca a fé em Deus
Pra quem acha que a vida não tem esperança Fé em Deus Pra quem estende a mão e ajuda a criança Fé em Deus Pra quem acha que o mundo acabou Pra quem não encontrou um amor Tenha fé, vá na fé, Nunca perca a fé em Deus
Pra quem sempre sofreu e hoje em dia é feliz Fé em Deus Pra quem não alcançou tudo que sempre quis Fé em Deus Pra quem ama, respeita e crê E pra aquele que paga pra ver Tenha fé, vá na fé, nunca perca a fé em Deus
Gosto muito de ver e ouvir o DVD do Diogo Nogueira Ao Vivo.
"Fé em Deus", esta música é inspiradora.
Não acredito em Deus. Independente da religião, nosso Deus ocidental, cristão, é um Deus criado por homens segundo seus interesses de controle e poder.
A força que a vida nos requer para que continuemos sempre, aconteça o que for, refere-se a algo infinitamente mais vivo, mais pulsante, mais dolorido e mais feliz do que este Deus que nos apresentam no Colégio, no cursinho de 1a Comunhão e blá, blá, blá ... Um Deus que nos despotencializa, que tira de nosso interior e transfere para fora aquilo que é nosso, seja sucesso, conquista, felicidade, alegria, dor, morte, doença, incerteza, falta de garantias, insegurança e etc.
Vivemos o hoje, o presente, nossa vida é já!!!
E no já, quem é por nós???
Nós mesmos. Simples e solitário assim, mas engrandecedor.
Um Deus?
Apenas como metáfora da força humana que enfrenta diariamente sua condição, humana.
A palavra não existe, mas existem as pessoas que se encaixam nela. Desnamorar é fazer os movimentos contrários aos que fazemos para namorar. É um processo, um desenrolar- se, um movimento para acrescentar a cada dia uma pedra na construção de uma barreira — sim, o desnamoro é uma construção.
Se namorar é a desconstrução do outro, no sentido de desmontar defesas pouco a pouco, descobrir e desativar resistências, abalar certezas e hábitos, desconectar antigas cumplicidades, minar a independência, desnamorar é uma construção. De um muro, ou de uma torre.
Muro é boa imagem, porque separa, põe limites, marca território. Torre talvez seja ainda melhor, mais completa, porque isola e coloca no alto, torna mais difícil alcançar quem desnamora.
Para desnamorar, é fundamental a colaboração entre os parceiros, ainda que de um lado a ajuda possa ser involuntária ou passiva. É preciso desleixo, descuido, falta, decepção. Entre os movimentos contrários aos que os parceiros fizeram para namorar, os mais importantes são os contrários à sedução. Nem precisa ter pressa, é ir parando aos poucos de seduzir.
Muitas vezes o casal não sabe que está desnamorando, é mais certo dizer que um deles não sabe, mas pode acontecer de os dois não saberem.
Um namoro é sustentado por pequenas ações charmosas; ao contrário, gestos pequenos de indiferença arquitetam o desnamoro. Beijinhos, presentinhos, bombons de cereja, mensagens no celular, declarações, essas coisas do namoro vão sumindo aos poucos.
Nada daquelas atenções mínimas que pareciam loucuras, como sair do carro no meio do trânsito só para dar mais um beijinho, telefonar de madrugada porque bateu uma saudade, levar um osso no aniversário da cachorrinha, nada disso, e muito menos as grandes maluquices de apaixonado, como jogar pétalas de rosas vermelhas de um helicóptero em cima dela, da casa dela, do quarteirão...
É preciso não ter explicações para certas ausências, ou então explicar pela metade, ou mesmo inventar desculpas esfarrapadas só para levantar suspeitas e piorar o clima.
Não reparar no novo corte de cabelo, nas unhas pintadas, na virilha depilada, nos quilos a menos conseguidos com tanto esforço e renúncia, na redução da barriga de cerveja, no tempo dedicado ao futebol, na palavra amor jogada no meio da conversa banal.
É dizer “não tenho” quando falta um dinheiro. Numa balada ou no barzinho, ficar olhando em volta, em vez de ter os olhos grudados como em outros tempos. É o aflorar da rispidez no lugar da gentileza, o não ouvir ou fazer que não ouviu, o bater de portas, o pisar duro, o conversar de perfil, o jantar só, o silêncio no carro, o não deixar bilhetinho, o não procurar, o dormir antes da chegada do outro.
Não ter tempo para ver aquele filme de que todos estão falando. Isolar-se no almoço de domingo na casa da mãe ou da sogra. Não perguntar “quem está ganhando?” ao passar pela sala na hora do futebol, não que interesse, mas como uma forma de dizer “olá, você”.
Os que têm filhos ou netos vão se acostumando aos poucos com o desnamoro, porque, ah, tanta coisa para fazer, encontram tantas compensações afetivas com os filhos — e contentam-se, deixam-se levar para esse lado, mesmo quando sabem que é amor de outra qualidade.
Uma coisa que não tem importância para os desnamorados é não ganhar presente no Dia dos Namorados.
Será que precisa de tudo isso? De tanto esforço para desnamorar? Será que olhar de verdade para as insatisfações cotidianas, invisíveis, silenciosas dói mais que o desnamoro?
Este Blog nasceu da necessidade de extravasar um cotidiano pulsante.
Uma vida que encontra mundos, universos, pessoas, possibilidades e neste confronto, muitas vezes, vacila, oscila, recua, retoma... o mais importante: Não pára, continua.
A intenção aqui é tentar compartilhar as intensidades em fluxo.
O caminho proposto é apresentar, principalmente, as frentes de trabalho e ir abrindo espaço ao colega visitante, leitor, para comentários, trocas, parcerias, contatos.